terça-feira, 21 de maio de 2013

Fisiopatologia II


As células da parede do intestino são chamadas enterócitos.  O rotavírus vai infectar esses enterócitos, os que estão maduros, e destruí-los. O enterócito intestinal maduro é a célula que vai reabsorver água e nutrientes de que o corpo precisa, e mandar embora apenas o ‘resto’, aquilo que o corpo não precisa ou não consegue usar. Quando ele for destruído, o corpo rapidamente vai repovoar o lugar com a destruição com novos enterócitos. Só que esses vão ser imaturos, e as células imaturas não têm uma capacidade de absorção tão grande quanto suas colegas destruídas.


([A] Vilosidades num intestino normal, que auxiliam na absorção. [B] Vilosidades infectadas por Rotavírus, que não tem mais capacidade de absorção tão boa, resultando em diarreia.)


E isso vai voltar no começo desse post: a água e os sais minerais que não são mais absorvidos pelo intestino vão embora, sem nenhum impedimento, e as fezes se tornam líquidas, causando a diarreia.
Mas a diarreia em si é apenas um sintoma, não é a doença. A doença em si é chamada gastroenterocolite viral, que também pode ser conhecida como gastroenterite ou gastroenterite aguda.

O rotavírus em específico (cujo nome da doença, se o vírus for identificado, passa a ser rotavirose) pode levar apenas algumas horas ou dias para incubar (incubação é o tempo entre o momento que o vírus entrou no seu corpo e o momento que você começou a apresentar os sintomas), mas a doença em si (aguda, lembra?) pode durar de 1 a 7 (ou mais!) dias. Desse tempo, uns dois ou três dias, normalmente, são o tempo em que duram o vômito, e a diarreia persiste por 5 a 8 dias. Além desses dois, febre e dor abdominal costumam ser sintomas. Às vezes, pode surgir até mesmo anorexia (aquele problema de não comer nada até ficar magrinho) e cefaleia (nome bonito pra dor de cabeça).

Entre todas as gastroenterocolites, mais de 90% são causadas por vírus, ou seja, são ‘virais’. Normalmente ela aparece relacionada com problemas de higiene. Ou seja, todo cuidado com líquidos e alimentos que possam estar contaminados ou deteriorados é pouco.

sábado, 11 de maio de 2013

Fisiopatologia I


O rotavírus causa uma doença que tem como principal sintoma, ou mais conhecido, a diarreia. Em uma pessoa normal, sem a doença, as fezes tem cor e forma definidos, além do cheiro que conhecemos bem. Ir ao banheiro é normal, tanto pra quem vai duas vezes ao dia quanto pra quem vai três vezes à semana, mas se você saiu desse tempo, tanto pra mais quanto pra menos frequente (no caso do rotavírus, pra mais), precisa procurar um médico.

As diarreias acontecem quando o trânsito intestinal (o caminho que a comida faz depois de passar pelo estômago) é acelerado, e por não ter tido tempo de se formar completamente, isso deixa as fezes com menos consistência, quase líquidas (ou em alguns casos líquidas mesmo). E é aí que o número de vezes que você vai ao banheiro aumenta: com o trânsito acelerado, você sempre vai ter vontade de ir mesmo quando não está tudo pronto. Em situações mais graves, o número de vezes pode chegar de 10 a 20 por dia.

Diarreias também podem ser agudas ou crônicas. Se surgirem de repente e durarem pouco tempo, são classificadas como agudas. Se forem mostrando sintomas aos poucos e durarem um longo tempo, são crônicas. E quando se tem diarreia, ao contrário do que se pensa, você não está apenas desidratando por perder água, você também perde sais minerais. Por isso que os médicos sempre mandam tomar o soro fisiológico ao invés de apenas água.

Nem todos sabem que dentro do seu corpo, no cólon (a maior porção do intestino grosso), os seres humanos possuem mais de 400 espécies de bactérias, e que isso é perfeitamente normal. Elas chegam mesmo a ajudar no metabolismo. Essas bactérias formam boa parte das fezes (40 a 55%!). Mas o excesso, ou a presença de alguma bactéria que não aquelas já ‘normais’ ao organismo, podem também causar diarreias.
Só que o rotavírus não é uma bactéria. Como ele causa a diarreia então?
A diarreia que o rotavírus causa é chamada de ‘diarreia infecciosa’. E ao contrário das bactérias, ele não vai infectar o intestino grosso, e sim o delgado. Mais especificamente, os lugares chamados de jejuno e duodeno.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sinais e sintomas


Os rotavírus são os  principais agentes infectantes de gastroenterites agudas, especialmente em crianças menores de cinco anos de idade. Sua descoberta em 1973 e sua associação a gastroenterites infantis são um avanço significativo no estudo das gastroenterites infecciosas agudas não bacterianas. Na grande maioria dos casos, as infecções alimentares estão relacionadas ao consumo de alimentos contaminados. Os sinais e sintomas mais comuns são vômito, diarreia, dor abdominal, podendo ocorrer febre branda. Em adultos, a rotavirose presenta-se mais brandamente.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Morfologia


Os rotavírus procedem da família Reoviridae e apresentam morfologia esférica com simetria icosaédrica (20 lados), não envelopadoscerca de 100 μm de diâmetro. Seu capsídeo viral é constituído por três camadas de proteína concêntricas

O genoma do patógeno consiste em RNA de fita dupla com 11 segmentos localizados no nucleocapsídeo e também de proteínas não estruturais, responsáveis por funções de replicação, patogenia e especificidade.


Até então, são conhecidos sete grupos desses vírus: A, B, C, D, E, F e G sendo que os grupos A-C causam infecção no homem e outros mamíferos. Dentre os grupos que possuem importância epidemiológica humana, o grupo “A” causa cerca de 95% das infecções

A técnica de ELISA (baseada em reações antígeno-anticorpo) é a mais utilizada no diagnóstico da rotavirose.